domingo, 19 de abril de 2009

É duro para uma Gremista admitir mas Colorados mereceram...


eus amigos Colorados:
Sei exatamente o que vocês estão sentindo hoje.
Data máxima. Importantíssima. Insuperável. De reflexão e de lembranças.
Há seis anos, quando vivi isto com o meu Grêmio, já amanheci emocionado.
Eram lembranças de meu pai e de tantos queridos amigos com os quais acompanhei alguns bons anos daquele centenário.
Assim, sei que vocês, no dia de hoje, além de terem o peito repleto de um justificado orgulho, também estão por demais emocionados.
São as lembranças dos grandes jogos, das grandes conquistas, dos entes queridos que se foram, mas que nos ensinaram ou nos acompanharam nessa paixão.
Rivalidades a parte, e a nossa é a maior de todo o país, é impossível não reconhecer a imensa grandeza desses dois clubes que, nascidos em arrabaldes e na ponta quase esquecida do país, conquistaram os maiores títulos que qualquer clube pode pretender sonhar em ganhar.
Nesse Estado, onde a dualidade impera, ou se é uma coisa ou é outra. Não há meio termo.
Ou se é chimango ou se é maragato. Ou se é gremista ou se é colorado.
Essa rivalidade é que nos impulsiona para frente. É o que nos torna grandes.
Somos aqueles dois irmãos que vivem brigando, que dizem que não se suportam, que quase se odeiam, mas que sabem que não vivem um sem o outro.
O Inter é aquele irmão caçula que, rebelde, mostrou sua força e sua personalidade forte e combativa ao longo dos anos.
Ninguém chega aos 100 anos com tanta força e com tantas conquistas se não tiver, caminhando ao seu lado, uma enorme legião de apaixonados. É a grande torcida colorada, assim como é a nossa, que faz e fez desse Clube a referência mundial que é hoje.
Onde, em qual lugar do mundo, seria possível acontecer de, em um país como o nosso, em uma cidade sem os recursos das maiores daqui, dois Clubes chegassem ao maior título do planeta?
Como não lembrar dos grandes times? Do rolo compressor de Larry, Bodinho, Tesourinha, Oreco, etc.
E do time de 75 e 76, que tanto me fez sofrer na minha infância? Que meio de campo! Que time!
Manga, Cláudio, Figueroa, Hermínio (Marinho) e Vacaria, Caçapava, Carpeggiani (Batista) e Falcão (Jair), Valdomiro, Dario (Flávio) e Lula.
Esse todo mundo sabia de cor, até nós gremistas.
Sem falar, por óbvio, do time de 2006, que levou vocês às maiores conquistas que pode chegar qualquer Clube.
Entretanto, só chegam lá os grandes.
Enfim, a vocês, meus queridos amigos colorados, meus eternos adversários, meu grande abraço e os meus mais sinceros parabéns pelo dia de hoje.
Vivam-no intensamente, pois vocês são, inegavelmente, grandes vencedores.
Homero Bellini Junior

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